biografia

A história do violonista Paulinho Nogueira começa em Campinas, interior de São Paulo. Aos 10 anos, aprendeu a tocar violão com o pai, nas rodas de cantoria que aconteciam em sua casa. Uma das primeiras músicas de que se lembra de ter aprendido a tocar foi Bispo de Rosas, de Canhoto.

Anos depois, durante a juventude, veio a São Paulo para ser desenhista, mas nunca abandonou a vontade de viver de música. "Felizmente essa carreira não deu certo, senão ate hoje estaria mexendo com desenho". Até que um de seus irmãos conseguiu que ele começasse a tocar numa boate no centro de São Paulo. "Achei que fosse um emprego provisório, mas acabei gostando daquilo." Depois, passou a se apresentar no Bar Michel, famoso entre os artistas da época, cantando nos mesmos palcos que Ângela Maria, Johnny Alf, Dorival Caymmi...
Paulinho se lembra que quando uma de suas grandes influências foi Aníbal Augusto Sardinha, mais conhecido como Garoto.

De 1960 (quando gravou seu primeiro disco, A Voz do Violão) são 26 LPs, seis CDs, turnês no mundo inteiro - incluindo uma viagem a Cuba em 1979 com artistas brasileiros, a convite de ninguém menos que Chico Buarque.
O violonista passou a ficar conhecido quando gravou seus primeiros discos. "Mas o que impulsionou minha carreira mesmo foi a Bossa Nova. O movimento dava muito força para a música instrumental e eu já tocava muito, fazia solos... Quando surgiu o programa O Fino da Bossa, comecei a aparecer e todo ano gravava um disco, com músicas de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Edu Lobo, Roberto Menescal...", recorda.

Hoje, aos 71 anos, Paulinho Nogueira, já virou verbete, definição de violonista genial: deitou modernidade no violão quando a bossa-nova estava no auge, fez sucesso como compositor e cantor (sua canção Menina estourou nos anos 70), dividiu o palco com outros bambas, mas intuiu que teria um papel ainda mais importante nos bastidores. Tornou-se um disputadíssimo professor de violão, criou um método de harmonia. Em 69, desenhou a craviola (instrumento de doze cordas, que acabou exportado para os EUA e a Europa) e foi mestre de um sem-número de músicos, entre eles, um futuro parceiro de disco: Toquinho.

Hoje, quase quatro décadas de sua estréia no vinil, Paulinho Nogueira lança Chico Buarque - Primeiras Composições, desta vez em homenagem a um dos maiores compositores brasileiros.

imprensa

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discografia

A Voz do Violão (1959)
Brasil, Violão e Sambalanço (1960)
Sambas de Ontem de de Hoje (1961)
Outros Sambas de Ontem e de Hoje (1962)
Mais Sambas de Ontem e de Hoje (1963)
A Nova Bossa É Violão (1964)
O Fino do Violão (1965)
Sambas e Marchas da Nova Geração (1966)
Paulinho Nogueira (1967)
Paulinho Nogueira Canta Suas Composições (1970)
Dez Bilhões de Neurônios (1972)
Paulinho Nogueira, Violão e Samba (1973)
Simplesmente (1974)
Moda de Craviola (1975)
Antologia do Violão (1976)
Voz e Violão (1977)
Nas Asas do Moinho (1979)
O Fino do Violão Vol. 2 (1980)
Tom Jobim - Retrospectiva (1981)
Água Branca (1983)
Tons e Semitons (1986)
Late Night - The Brazilian Sound of Paulinho Nogueira (1992)
Coração Violão (1995)
Paulinho Nogueira e Alemão Zezo (1996)
Paulinho Nogueira e Toquinho (1999)
Chico Buarque - Primeiras Composições (2002)

 
CHICO BUARQUE – PRIMEIRAS COMPOSIÇÕES
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01. Carolina
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05. Joana Francesa ouvir | comprar
06. Com açucar, com... ouvir | comprar
07. Quem te viu... ouvir | comprar
08. Rosa dos Ventos ouvir | comprar
09. Roda Viva ouvir | comprar
10. Olhos nos olhos ouvir | comprar
11. Noite dos... ouvir | comprar
 
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O violonista Paulinho Nogueira fala de sua carreira e dá uma palhinha de sua música
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contato pra show: Alcina Meirelles
F: 3071 0419
 
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